//Idaron realiza ações de vigilância às doenças de notificação obrigatória dos suínos em Rondônia

Idaron realiza ações de vigilância às doenças de notificação obrigatória dos suínos em Rondônia

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A ação contribui para manutenção da condição sanitária do rebanho suíno e vigilância de enfermidades que podem causar prejuízos econômicos ao setor produtivo.

A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) intensificou as ações de vigilância e prevenção das principais doenças de notificação obrigatória que podem afetar os suínos no estado. O trabalho, realizado em propriedades rurais de diferentes municípios, integra o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos (PIVDS) e tem como objetivo monitorar sanitariamente a suinocultura rondoniense.

As atividades do ciclo 2025-2026 do PIVDS seguem até novembro deste ano e fazem parte da estratégia nacional estabelecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a vigilância de enfermidades consideradas de grande relevância para a produção suína, como a Peste Suína Clássica (PSC), a Peste Suína Africana (PSA) e a Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRRS).

Rondônia possui um rebanho suíno de aproximadamente 198 mil animais, distribuídos em cerca de 27 mil propriedades rurais. Diante da importância econômica e sanitária da atividade, a adoção de medidas permanentes de vigilância é considerada fundamental para evitar a entrada e a disseminação de doenças de notificação obrigatória.

A PSC é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta exclusivamente os suínos e pode provocar elevados índices de mortalidade, principalmente nos leitões. A ocorrência da doença também pode gerar impactos econômicos significativos, como restrições ao comércio de animais e produtos de origem suína nos mercados nacional e internacional.

Ney Azevedo, responsável pelo programa de sanidade suídea em Rondônia, explica que o estado nunca registrou ocorrência de PSC e, desde 2016, integra a Zona Livre de Peste Suína Clássica com reconhecimento internacional, juntamente com outros estados brasileiros. “Vale destacar que a Peste Suína Africana não possui registros no Brasil desde 1981, e a PRRS nunca foi registrada no país. A vigilância e prevenção para essas doenças é considerado estratégico para preservar a segurança sanitária da produção nacional de suínos”, acentua.

O PIVDS foi instituído pelo Mapa em agosto de 2021 e é executado pelos órgãos estaduais de defesa agropecuária (em Rondônia a Idaron), por meio de ciclos anuais, nos estados que compõem a Zona Livre de PSC. O plano reúne ações de vigilância sorológica e vigilância clínica ativa para monitoramento das principais doenças de notificação obrigatória dos suínos.

A vigilância sorológica consiste na coleta de amostras de sangue de suínos em propriedades previamente definidas pelo Mapa para realização de exames laboratoriais voltados à identificação da PSC. Já a vigilância clínica ativa envolve visitas técnicas às propriedades, inspeção dos animais e orientação aos produtores sobre sinais clínicos e medidas preventivas relacionadas à PSC, PSA e PRRS.

Nos quatro primeiros ciclos do PIVDS, entre 2021-2022 e 2024-2025, a Idaron realizou exames laboratoriais para PSC em 2.479 suínos, distribuídos em 285 propriedades rurais. Todas as amostras apresentaram resultado negativo para a doença.

No mesmo período, as equipes da Agência realizaram a vigilância clínica ativa em 13.459 suínos pertencentes a 266 propriedades. Durante as inspeções, não foram identificados animais com sinais sugestivos de Peste Suína Clássica, Peste Suína Africana ou Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína.

No ciclo atual, iniciado em setembro de 2025, a previsão é realizar a vigilância sorológica em 86 propriedades e a vigilância clínica ativa em outras 74, abrangendo diferentes municípios de Rondônia. No caso da vigilância sorológica, neste ciclo, além do teste laboratorial para PSC, também será realizado teste para PRRS, em todos os suínos submetidos a coleta de amostras.

O presidente da Idaron, Julio Peres, ressalta que, para a execução das ações, a Agência conta com a atuação dos servidores distribuídos nas 84 unidades de atendimento presentes em todos os municípios do estado. “O trabalho das equipes de defesa agropecuária contribui para a manutenção do status sanitário de Rondônia e fortalece o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da suinocultura”.