A medida, efetivada no último dia 28/03/2026, foi adotada com rigor e em caráter obrigatório, uma vez que o plantio de soja sobre soja na mesma área e no mesmo ano agrícola constitui infração sanitária grave e representa risco elevado e inaceitável de disseminação da ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. O cultivo sucessivo mantém plantas hospedeiras vivas, funcionando como ponte verde, elevando a pressão de inóculo e ampliando a pressão de seleção decorrente do uso intensivo de agrotóxicos, comprometendo a segurança fitossanitária de toda a região.
O descumprimento das normas que regulam o vazio sanitário e o calendário de plantio obriga a atuação imediata do Estado, incluindo a eliminação da lavoura, medida indispensável para resguardar os produtores que cumprem a legislação e preservam a sanidade das áreas de cultivo. A IDARON atuará sempre que necessário, com a firmeza que a legislação exige, para impedir práticas que coloquem em risco a coletividade.
A Agência destaca que o cumprimento das normas fitossanitárias não é facultativo. Trata-se de dever legal e condição essencial para a manutenção da produção agrícola e da competitividade do Estado. A IDARON manterá postura rigorosa diante de qualquer conduta que comprometa a defesa agropecuária rondoniense.
Agradecemos o empenho das equipes de fiscalização, que atuaram com eficiência e determinação no exercício de sua missão legal de proteção da agropecuária do Estado.
Conclamamos todos os produtores do Estado a cumprirem integralmente as regras estabelecidas para a contenção da praga e de suas consequências. Programas sanitários somente alcançam êxito quando há disciplina, responsabilidade e comprometimento por parte dos produtores rurais, agentes essenciais para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A Agência permanece à disposição para orientar e apoiar os produtores na adoção de práticas que assegurem o cumprimento das normas fitossanitárias e a proteção da agricultura rondoniense.



