As garantias sanitárias mantidas pelo Estado de Rondônia têm impactado diretamente na abertura e consolidação de mercados internacionais para a exportação de carne bovina e derivados. Em 2025, o estado alcançou US$ 1,55 bilhão em exportações do setor, posicionando-se entre os cinco maiores exportadores de carne bovina do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Juntas, essas cinco unidades da federação somaram mais de US$ 13,4 bilhões em vendas externas no período.
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indicam crescimento tanto em volume quanto em valor agregado. As exportações de carnes e derivados passaram de 268,5 mil toneladas, em 2024, para 310,1 mil toneladas, em 2025. O valor médio do quilo da carcaça também registrou avanço, saindo de US$ 4,2 para US$ 5,01 no mesmo período, refletindo maior competitividade e valorização do produto rondoniense no mercado internacional.

Em parte, os resultados são atribuídos ao fortalecimento da defesa sanitária animal no estado, conduzido pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Entre 2019 e 2025, o órgão consolidou avanços estruturantes, assegurando elevados padrões de sanidade dos rebanhos, proteção da saúde pública e ampliação da competitividade da agropecuária rondoniense nos mercados nacional e internacional.
O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, diz que um dos principais marcos desse processo foi a retirada da vacinação contra a febre aftosa, implementada a partir de 2019. “Rondônia esteve entre os estados pioneiros na adoção da medida, alinhada ao Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), do Mapa. A decisão foi respaldada por mais de 20 anos sem registro da doença, pela robustez do sistema estadual de defesa sanitária e pela capacidade técnica e operacional da Idaron”, destaca.
A suspensão da vacinação não implicou redução das ações sanitárias, mas a migração para um modelo mais moderno, baseado em vigilância epidemiológica intensificada e resposta rápida a riscos. Mesmo após a medida, o estado mantêm-se livre da febre aftosa, consolidando novo patamar sanitário compatível com os mercados internacionais mais exigentes.
Paralelamente, a Idaron tem assegurado que Rondônia se mantenha livre das principais doenças de alto impacto sanitário. As ações de vigilância ativa, passiva e baseada em risco contribuíram para proteger as cadeias produtivas, preservar a saúde pública e reforçar a credibilidade sanitária do Estado no comércio exterior.
O conjunto dessas medidas tem sido determinante para ampliar o acesso a mercados e sustentar o desempenho exportador do estado, consolidando as garantias sanitárias como ativo estratégico da economia rondoniense.



