A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) intensificou as ações preventivas de controle da raiva animal no município de Nova Mamoré, após a confirmação de um novo foco da doença em bovino, desta vez no distrito de Nova Dimensão. Ano passado um foco foi confirmado em Mutum Paraná, próximo a Nova Mamoré.
A força-tarefa mobiliza servidores das unidades da Idaron em Nova Mamoré e Nova Dimensão, que realizam visitas técnicas a propriedades rurais da região. O objetivo é reforçar as medidas de vigilância, orientar produtores quanto à vacinação do rebanho e investigar a existência de possíveis novos casos.
De acordo com o presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, o foco foi confirmado no dia 26 de fevereiro, após exame laboratorial realizado em um bovino proveniente de uma propriedade rural localizada no distrito de Nova Dimensão. A análise foi conduzida por laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em Campo Grande (MS).
Por se tratar de foco em animais de produção, a Agência iniciou imediatamente as ações de controle do foco, que incluem a orientação aos produtores localizados em um raio de até 12 quilômetros da propriedade foco para a vacinação contra a raiva de todos os bovinos, equinos, ovinos, caprinos e suínos.
Durante a operação, as equipes técnicas também investigam a ocorrência de ataques de morcegos hematófagos — especialmente da espécie Desmodus rotundus, principal transmissora do vírus da raiva — além de mapear possíveis abrigos desses animais. A identificação de animais com sintomas compatíveis com a doença integra o conjunto de medidas adotadas.
Paralelamente às ações de campo, a Idaron reforça as atividades de educação sanitária, com divulgação em rádios locais, reuniões com associações de produtores, visitas a estabelecimentos agropecuários e distribuição de material informativo. A estratégia busca ampliar o alcance das orientações e fortalecer as medidas de prevenção.
“Nos próximos dias, as equipes vão retornar aos pontos onde há suspeita de mordeduras de morcegos hematófagos no rebanho e presença de abrigos desses animais, além de acompanhar a declaração de vacinação contra a raiva junto a Idaron. Ao final das ações, será elaborado um relatório técnico detalhado”, explicou o gerente de Defesa Sanitária Animal da Idaron, Fabiano Alexandre dos Santos.

Prevenção é a principal medida
A raiva é uma zoonose que acomete mamíferos e pode ser transmitida ao ser humano por meio da saliva de animais infectados, geralmente por mordeduras. A doença não tem cura e pode provocar prejuízos significativos à pecuária, em razão da mortalidade de animais.
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. Animais vacinados pela primeira vez devem receber dose de reforço após quatro semanas da aplicação inicial. A partir daí, a imunização deve ser realizada anualmente.
“Trata-se de uma enfermidade que exige enfrentamento rigoroso, não apenas pelos impactos econômicos, mas principalmente pelo risco à saúde humana”, alerta Ney Azevedo, coordenador do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros Domésticos.
A Idaron orienta que, diante de suspeitas da doença ou da identificação de mordeduras de morcegos nos animais, os produtores comuniquem imediatamente a Agência. A notificação precoce é fundamental para a investigação dos casos e para a adoção rápida de medidas de controle, evitando a disseminação da enfermidade. Por tratar-se de uma zoonose, caso o produtor encontre algum animal com suspeita de raiva, evitar contato para não haver risco de contaminação.



