A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) reforçou as ações de fiscalização e prevenção à vassoura-de-bruxa da mandioca, doença fúngica altamente destrutiva que ameaça a produção de mandioca e derivados. Causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae ou Ceratobasidium theobromae, a enfermidade provoca brotações excessivas, deformações, nanismo e necrose vascular, ocasionando a morte da planta e ao apodrecimento das raízes.
Com sintomas característicos que conferem à planta o aspecto de “vassoura velha”, a doença também é conhecida como “morte descendente”, por secar a mandioca de cima para baixo, inviabilizando a produção. Atualmente, a praga é considerada uma emergência fitossanitária no Brasil, com registros de ocorrência nos estados do Amapá e Pará.
Como parte das ações de enfrentamento, a Idaron tem realizado a capacitação de servidores da Agência e instituições parceiras e visitas técnicas de propriedades com cultivo de mandioca, para inspeção das lavouras. Paralelamente, a Agência intensificou atividades de educação sanitária, promovendo reuniões e palestras com o objetivo de orientar produtores sobre identificação precoce dos sintomas e medidas de prevenção.
No próximo dia 8 de abril, a Idaron promove, na Câmara Municipal de Cujubim, um encontro voltado a agricultores e profissionais do setor produtivo. O evento deve abordar, entre outros temas, aspectos técnicos relacionados à vassoura-de-bruxa da mandioca e estratégias para prevenção da doença.
De acordo com o coordenador do programa de vigilância e controle de pragas da Idaron, João Paulo Souza Quaresma, ainda não existem produtos registrados para o tratamento da doença após a contaminação da lavoura, desta forma adoção de medidas visando a prevenção é fundamental para evitar a introdução do fungo na plantação. “A principal forma de contaminação das plantas sadias é a utilização de manivas contaminadas, provenientes de outros estados com ocorrência da praga. Também é importante controlar o trânsito de pessoas, veículos, ferramentas e máquinas provenientes de outras regiões, que podem ter origem em áreas contaminadas”, explica.
Entre as principais medidas recomendadas pela Agência está o uso material propagativo (manivas) sadio, de instituição cadastrada na Agência Idaron. Também é orientado aos produtores que comuniquem à unidade da Idaron do seu município qualquer suspeita de ocorrência da doença, para que o caso possa ser verificado por um servidor capacitado e medidas de contenção sejam adotadas, caso seja necessário.
A Idaron reitera que, a prevenção da vassoura-de-bruxa da mandioca depende da ação conjunta dos produtores e instituições da cadeia produtiva e do monitoramento contínuo das lavouras, com adoção rigorosa das medidas preventivas.



