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Idaron e Adaf alinham estratégias para reforçar fiscalização em barreiras volantes na fronteira entre Rondônia e Amazonas

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Experiência da Idaron em ações de trânsito agropecuário deve contribuir para fortalecer a defesa sanitária na região limítrofe entre os dois estados

Equipes das coordenações de trânsito agropecuário da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) e da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) participaram, nesta quarta-feira (28), de reunião técnica na sede da Idaron, em Porto Velho, para alinhar estratégias de fiscalização em postos fixos e barreiras volantes na zona limítrofe entre os dois estados.

O encontro reuniu representantes da Diretoria Técnica, da Gerência de Defesa Animal e da Coordenação de Trânsito da Idaron, além de técnicos da Adaf, e teve como foco o fortalecimento das ações de fiscalização agropecuária em áreas de interesse comum, especialmente nos corredores de trânsito de animais, produtos e subprodutos de origem animal.

Durante a reunião, foram apresentadas estratégias já desenvolvidas pela Idaron nas operações de barreiras volantes, que poderão ser incorporadas pela defesa agropecuária do Amazonas. A proposta é ampliar a integração entre as equipes e padronizar procedimentos, garantindo maior eficiência no controle sanitário da região de fronteira.

Na oportunidade, a Adaf sugeriu a realização de treinamentos conjuntos com os servidores que atuam diretamente nas barreiras de fiscalização — os chamados barreiristas — como forma de qualificar as equipes e fortalecer as ações preventivas de defesa agropecuária.

As medidas visam reforçar a proteção sanitária e assegurar a manutenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, além de consolidar o acordo de cooperação firmado em agosto do ano passado, que instituiu a Comissão Interestadual da Zona Livre Sem Vacinação (CIZ-LSV).

De caráter preventivo, a iniciativa prevê a construção de um plano integrado de contingência para a proteção da região, recentemente reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa sem vacinação.

Para o presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, que também participou a atuação conjunta amplia a capacidade de resposta dos estados frente a eventuais riscos sanitários. “A estratégia é monitorar, fiscalizar e agir de forma imediata caso seja identificado qualquer foco da doença na tríplice fronteira que integra a chamada Zona 4 do Brasil”, destacou.

As ações seguem as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e as recomendações da OMSA, com foco no bloqueio de riscos sanitários e no impedimento da entrada irregular de animais, produtos e subprodutos de origem animal que possam comprometer o status sanitário alcançado pelos estados.