A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) passou a utilizar tecnologia de georreferenciamento por satélite como ferramenta estratégica de fiscalização e monitoramento de propriedades rurais em todo o estado. A inovação deve ampliar a eficiência das ações de defesa vegetal, reduzir custos operacionais e contribuir para a preservação da qualidade sanitária da produção agrícola.
Com a nova metodologia, será possível identificar, por meio de imagens de satélite, plantações em desacordo com o calendário agrícola, como cultivos de soja em período de vazio sanitário, além de indícios de uso irregular de agrotóxicos e descumprimento de regras ambientais.
Para a implantação da ferramenta, a Idaron promoveu, entre os dias 18 e 21 de agosto, no Centro de Empreendedorismo e Inovação de Ariquemes, um curso de 24 horas de capacitação, que reuniu cerca de 30 servidores, entre técnicos e auditores fiscais. O objetivo foi preparar as equipes regionais para a interpretação das imagens e aplicação da tecnologia em fiscalizações de campo.
“Atualmente, a verificação de irregularidades durante o vazio sanitário é feita por meio de patrulhamento, o que exige tempo, gastos com logística, pagamento de diárias e até desgaste de veículos. Com a análise georreferenciada, será possível identificar pelo computador as propriedades com soja verde no período proibido, otimizando recursos e aumentando a eficácia da fiscalização”, afirmou o presidente da Idaron, Júlio César Rocha Peres.
Durante o treinamento, os participantes também aprenderam técnicas de microzoneamento, que permitem identificar, de forma precisa, áreas de mau uso de agrotóxicos e verificar se produtores estão respeitando as distâncias legais em relação a nascentes, córregos e comunidades.
O gerente de defesa vegetal da Idaron, Jessé de Oliveira, explica que o georreferenciamento garante maior precisão às inspeções. “Por se tratar de um procedimento que determina a localização exata de imóveis, rurais ou urbanos, essa ferramenta permite uma fiscalização mais assertiva, especialmente no campo da defesa vegetal. A capacitação dos servidores é essencial para o uso adequado dessa tecnologia”, destacou.
- Entre os benefícios adicionais estão:
- Maior conhecimento, por parte dos servidores, sobre a área geográfica em que atuam;
- Melhor compreensão do uso do solo em cada região;
- Possibilidade de apresentar dados a produtores, auditores e demais usuários de forma clara e objetiva;
- Geração de novas experiências profissionais, com reflexos na qualidade e eficiência dos serviços prestados;
- Fortalecimento do engajamento das equipes com a defesa sanitária agropecuária e valorização do setor produtivo rondoniense.
O treinamento foi conduzido pelo professor doutor Luiz Cláudio Fernandes, do Departamento de Geotecnologia (DEGEO/PCA), em parceria com o coordenador do Programa de Cadastro Agropecuário (PCA), Cleidinei Ferreira da Rocha.
“Com essa capacitação, os servidores ganham domínio sobre os recursos apresentados e ampliam sua visão estratégica, tática e operacional para a fiscalização das áreas de produção de grãos e para a gestão cadastral. É um avanço importante para a defesa sanitária agrosilvopastoril em Rondônia”, concluiu Cleidinei.