Cada vez mais organizados, com apoio do Governo do Estado, apicultores e meliponicultores estão fortalecendo a cadeia produtiva do mel em Rondônia, ampliando as oportunidades comerciais para o setor.
Para apoiar essa organização, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) tem reforçado a orientação para que apicultores e meliponicultores realizem o cadastro de seus apiários e meliponários. Medida que integra o Programa Nacional de Saúde das Abelhas no estado, coordenado pelo governo rondoniense, e que tem como objetivo estruturar a cadeia produtiva, orientar políticas públicas e garantir ações de vigilância e promoção da sanidade das colmeias.
O cadastro é gratuito e pode ser feito em qualquer unidade local da Idaron. Para se cadastrar, o produtor — pessoa física ou jurídica — deve apresentar documento com foto, CPF/CNPJ e comprovante de residência. Também são solicitadas informações sobre o número de colmeias e a localização da criação.
O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, destacou a relevância da participação dos produtores. “Ao cadastrar seus apiários e meliponários, os criadores contribuem para a proteção das abelhas, a prevenção de doenças e a valorização da cadeia produtiva de mel em Rondônia”, afirmou.
Entre os benefícios do cadastro estão a organização e formalização do setor, melhores condições para as atividades de defesa sanitária e a oferta de orientação técnica aos produtores. Com os dados atualizados, a Agência pode mapear as áreas de criação, adotar medidas preventivas e agir com mais rapidez em casos de suspeita de doenças.

PRODUÇÃO EM EXPANSÃO
Atualmente, o cadastro da Idaron já contabiliza 169 apicultores em 268 propriedades rurais, com cerca de 3,3 mil colmeias, alcançando produção anual estimada em 48 mil quilos de mel em todo o Estado. No caso das abelhas nativas sem ferrão, são 89 meliponicultores em 104 propriedades, que mantêm 869 colmeias, resultando em 919 quilos de mel por ano. Cacoal lidera em número de criadores cadastrados, reunindo 45 apicultores de abelhas com ferrão (Apis) e 20 meliponicultores de abelhas nativas sem ferrão. Na sequência, Espigão D’Oeste aparece com 18 criadores de Apis e 6 de ANSF. Já Migrantenópolis ocupa a terceira posição na criação de abelhas com ferrão, com 13 produtores. Esses municípios se destacam pela maior adesão até o momento, mas a realidade é que há muitos outros produtores a serem alcançados e cadastrados, o que torna fundamental a mobilização junto à Agência para garantir que todo o potencial produtivo do Estado seja registrado e valorizado.
Para o governador Marcos Rocha, a expansão da apicultura e da meliponicultura representa não apenas diversificação econômica, mas também ganhos ambientais. “As abelhas desempenham papel essencial na polinização das lavouras e na preservação da biodiversidade. Fortalecer esse setor significa investir em sustentabilidade e em novas oportunidades para os produtores rurais”, ressaltou.