Oficinas técnicas da Idaron, na Rondônia Rural Show, tiveram mais de 500 inscritos

Certificados de participação das oficinas serão encaminhados por e-mail e poderão ser validados no site da Idaron.

Mais de 500 produtores rurais e estudantes, que prestigiaram a 9ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, em Ji-Paraná, no período de 23 a 28 de maio, fizeram inscrição para participar das 20 oficinas técnicas promovidas pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron).

“As oficinas, que compõem as estratégias do serviço de educação sanitária da Agência, foi um diferencial na Feira e permitiu ao produtor uma oportunidade a mais para sanar dúvidas sobre como agir para ajudar na manutenção da sanidade animal e vegetal. Contamos ainda com atendimento para cadastro de senhas e acesso a outros serviços online ofertados pela Idaron”, destacou a coordenadora de Educação Sanitária, Rachel Barbosa.

A Agência Idaron teve participação diferenciada na Rondônia Rural Show. “O estande recebeu mais de mil visitantes e mais de 500 pessoas se inscreveram nas nossas oficinas. Destaque também para o 4º Fórum Rondoniense para Manutenção do Status de Livre da Febre Aftosa sem Vacinação que contou com participação de, pelo menos, 300 pessoas, entre autoridades políticas, representantes de instituições ligadas ao setor rural e pecuaristas”, acentuou o presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres.

4º Fórum Rondoniense para Manutenção do Status de Livre da Febre Aftosa sem Vacinação foi um dos destaques da RRS

A Idaron também certificou os produtos expostos pela agroindústria, para garantir a qualidade do que foi ofertado na feira , e atuou no controle e fiscalização de animais, monitorando ainda as áreas de produção vegetal.

CLASSIFICAÇÃO E QUALIDADE DE GRÃOS DE CAFÉ

As atividades foram divididas em períodos curtos, com temas diários diversos, o que permitiu a realização de até quatro oficinas por dia. Um dos assuntos abordados nas palestras foi a classificação de grãos de café, atividade de extrema importância, principalmente em concursos de qualidade do produto. A palestra foi proferida pelo coordenador do Programa de Classificação de Grãos, Jean Ramos dos Santos.

O estudante de agronomia Douglas Ribeiro Alegre elogiou a iniciativa. “Na faculdade, tudo é muito teórico. As oficinas Idaron permitem ao estudante uma visão mais prática sobre como é feita a classificação dos grãos de café, isso é muito positivo”.

Estudante de agronomia, Douglas Ribeiro Alegre falou da importância da oficina e elogiou a iniciativa.

Palestra sobre a classificação de grãos de café, com Jean Ramos dos Santos.

 

VACINAÇÃO

As boas práticas de vacinação também fizeram parte das palestras. A apresentação do tema, com demonstração prática, foi desenvolvida pela fiscal agropecuária Flávia da Silva Nogueira Ward. “Foi uma ação muito válida, que contou com a participação de produtores e estudantes, futuros profissionais que já vão entrar no mercado sabendo as boas práticas de vacinação”, destacou.

Com uma abordagem lúdica e descontraída, a profissional deu dicas de como fazer o manejo adequado do gado e a conservação da vacina, falando sobre as rotulagens, que devem ser bem observadas, e o controle da temperatura para armazenamento das vacinas. “A oficina serviu para ressaltar ainda mais a importância da vacinação. Rondônia é livre da vacina contra a febre aftosa, mas as vacinas para prevenir as outras doenças estão aí e é importante reforçar isso para todos”.

Flávia da Silva Nogueira Ward fez demonstração sobre as práticas de vacinação.

 

SEMENTES

Também foram promovidas oficinas sobre qualidade das sementes, com o coordenador da Fiscalização de Sementes e de Mudas, Renê Suaiden Parmejiani. “O objetivo foi levar, aos participantes, um pouco do trabalho realizado pela Idaron que, além da fiscalização rotineira, realiza a coleta para atestar a qualidade dos lotes de sementes”, enfatizou.

Segundo ele, é um trabalho que deve ser intensificado no estado, visto que, na última safra, “em 80% das amostras, foi atestada qualidade insatisfatória, abaixo do padrão mínimo aceitável pela legislação”. “Então, a proposta da oficina foi levar aos estudantes e produtores a informação de como se proteger e quais os riscos da aquisição de sementes, principalmente em relação a introdução de pragas”, salientou.

Renê Parmejiani falou sobre a importância da qualidade das sementes para se obter uma lavoura produtiva.

ALERTAS FITOSSANITÁRIOS

Outro importante assunto destacado nas oficinas técnicas foram os alertas fitossanitários, assunto que foi exposto pelo coordenador do Programa Estadual de Monitoramento e Controle de Pragas de Interesse econômico, João Paulo de Souza Quaresma. “Com o desenvolvimento do setor produtivo, precisamos de uma defesa agropecuária cada vez mais vigilante e alerta e, para que a gente possa defender o estado de pragas que ponham em risco a agricultura, precisamos do envolvimento de toda a cadeia produtiva, produtores rurais, técnicos da iniciativa privada e instituições envolvidas como o setor agropecuário”

“É importante o homem do campo entender que, sempre que houver suspeita de ocorrência de pragas e doenças, ele deve notificar a Idaron, para que possamos pôr em prática todas as medidas de contenção e erradicação de pragas e doenças”, avaliou.

João Paulo Quaresma destacou as ações da Idaron no trabalho de combate e prevenção de pragas que podem afetar o setor agrícola.

ALERTA SANITÁRIO E COMUNICAÇÃO DE DOENÇAS

Bethânia Silva Santos, da Coordenação Estadual de Epidemiologia e Vigilância Veterinária da Idaron, realizou oficina sobre comunicação de doenças. “A gente pede para que os produtores rurais estejam atentos e vigilantes e, caso percebam alguma alteração de comportamento ou alguma doença ou lesão, que comunique à Idaron, que tem profissionais treinados para avaliar esses animais e, se necessário, fazer coleta de material biológico para diagnóstico. Desse modo, pode-se ter certeza de que nosso rebanho está protegido e sadio. Também é uma forma de preservar a saúde das pessoas”, explicou.

Bethânia Silva falou da importância de o produtor manter-se atento e comunicar à Idaron qualquer sinal de doença nos rebanhos.

BRUCELOSE BOVINA

As oficinas técnicas também tiveram como tema a brucelose bovina, com palestra proferida pelo fiscal agropecuário Bruno Araújo de Pino. “Falamos sobre a brucelose bovina e os principais cuidados que o produtor deve ter em relação à doença”.

Na oportunidade, foram abordados temas gerais sobre a brucelose, focando nos principais sinais clínicos, em como a bactéria se comporta, quais os tipos de vacinação que existe hoje, qual a indicação de cada tipo de vacina, quais os cuidados que os vacinadores precisam ter ao manipular essa vacina e, principalmente, qual é o risco para saúde humana.

“Então, apresentamos os princípios básicos que o produtor e as demais pessoas que trabalham no meio rural precisam saber para ficar protegido da doença e, assim, proteger o rebanho, que é o nosso foco principal”.

Bruno Araújo apresentou os princípios básicos que o produtor deve saber para proteger o rebanho da Brucelose bovina

EMBALAGENS DE AGROTÓXICOS

A devolução e manuseio correto de embalagens de agrotóxico foi outro tema de grande relevância levado em forma de palestra aos produtores rurais e estudantes. A abordagem do assunto foi feita pela fiscal agropecuária Maria Fernanda Camargo. “O foco foi, principalmente, os cuidados em relação ao descarte das embalagens e a realização da tríplice lavagem, o que impede que os vasilhames vazios sejam descartados no meio ambiente e possam ser reciclados”.

Maria Fernanda reforça que, com esses conhecimentos, relacionados ao descarte correto de embalagens de agrotóxicos, há um grande ganho para o meio ambiente e o produtor rural acaba utilizando todo o agroquímico, sem perda de produto. “Também falamos sobre os cuidados para manusear essas embalagens e sobre os equipamentos de proteção individual que devem ser usados para que o manuseio da embalagem não se torne um risco para a saúde do produtor”.

Maria Fernanda orientou sobre o descarte correto das embalagens de agrotóxicos.

ATIVIDADES EXTENSÃO E PARCERIAS

Como atividade complementar, a Idaron colaborou com os trabalhos realizados por um grupo de estudantes extensionistas da Faculdade São Lucas, com acompanhamento da coordenadora do curso de medicina veterinária da instituição de ensino superior, Renata Fuverki.

Para realização de toda a programação dentro da Rondônia Rural Show a Agência Idaron contou com diversas parcerias, dentre elas a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), a Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri) e o Fundo Emergencial da Febre Aftosa do Estado de Rondônia (Fefa).

CERTIFICADOS

Vale salientar que todas as pessoas que participaram das oficinas e das atividades de extensão, que forneceram dados para contato, receberão certificado de participação. O documento será encaminhado via e-mail e poderá ser validado no site da própria Idaron, onde também será possível emitir segunda via da certificação. (Clique aqui para validar o certificado)

Para mais informações sobre a emissão dos certificados, basta entrar em contato com a Coordenação de Educação Sanitária através do e-mail (educ.sanitaria@gmail.com) ou pelo telefone (69) 9 8162-7372 (falar com a Rachel Barbosa).

O maior rebanho brasileiro livre de aftosa sem vacinação conta com a atenção especializada da medicina veterinária

Rondônia continua batendo recordes na pecuária, com o rebanho bovino ultrapassando as 16,2 milhões de cabeças.

A pecuária é uma das áreas de negócios mais promissoras em Rondônia, com capacidade produtiva e potencial sanitário para alcançar os mercados internacionais mais exigentes. Hoje, com o rebanho bovino ultrapassando as 16,2 milhões de cabeças, o estado desponta no cenário nacional como o maior rebanho dentro das áreas brasileiras reconhecidas internacionalmente, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como livre de febre aftosa sem vacinação.

Um dos fatores que contribuem para este crescimento é a forte atuação da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron) junto às propriedades rurais e a fiscalização do trânsito de animais de produção dentro do território. Destaque também para o firme compromisso do pecuarista que tem mantido vigilância contra doenças e cumprido todas as medidas sanitárias adotadas pela Idaron, em consonância com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Vale salientar que essas medidas sanitárias, rigorosamente observadas pelo produtor e o Governo do Estado, é que têm possibilitado à pecuária rondoniense vender carne e derivados a países como Estados Unidos, China e Hong Kong. Logo, não é errado falar que o maior rebanho brasileiro livre de aftosa sem vacinação conta com a atenção especializada da medicina veterinária, uma vez que são esses profissionais, servidores da Idaron, que, com a poio de veterinários da iniciativa privada, mantém constante vigilância para prevenir doenças que tem potencial danoso à economia e zoonoses, que podem ameaçar a saúde humana.

A atuação do médico veterinário, principalmente no serviço veterinário oficial, tem sido incontestavelmente necessário para que enfermidades graves, como a febre aftosa, não sejam mais registradas nas propriedades rurais do Estado. O último caso dessa doença em Rondônia foi há mais de 20 anos. “Com o fortalecimento do serviço veterinário, decorrente da criação da Idaron, em 1999, a febre aftosa foi erradicada em nossa região”, destaca Julio Cesar Rocha Peres, presidente da Autarquia.

Logo, visto a importante atuação dos profissionais veterinários a serviço da Idaron, nada mais justo que, no Dia Mundial da Medicina Veterinária, comemorado anualmente no último sábado de abril, esses servidores sejam lembrados e celebrados. A data foi estabelecida há 19 anos pela Associação Mundial de Veterinária (World Veterinary Association – WVA), com no intuito de promover a Medicina Veterinária no mundo inteiro.

Em alusão a data, a WVA explica que os médicos veterinários têm um papel importantíssimo e crucial para a saúde única que compreende a tríade: saúde ambiental, saúde animal e saúde humana. São eles também os responsáveis por garantir que alimentos de origem animal, como ovos, leite, carne, mel e derivados, cheguem até a mesa do consumidor com qualidade e segurança sanitária.

COMO O PROFISSIONAL SE VÊ

Alessandra Nascimento de Souza, há 16 anos atua como médica veterinária.

“Nosso trabalho é muito gratificante, pois contribuímos diretamente com a economia do estado, por meio de políticas públicas de defesa sanitária animal, através da vigilância e educação sanitária, com orientação e conscientização aos produtores, a respeito do papel de cada um, visando sempre a sanidade dos rebanhos”, observa Alessandra Nascimento de Souza, que há 16 anos atua como médica veterinária, 12 deles a serviço da Idaron, “Hoje, atuo na coordenação do programa de sanidade suídea e na coordenação de trânsito animal”.

Fabiano Benitez Vendrame, 20 anos colaborando nas ações de defesa sanitária animal da Idaron.

“Ela (medicina veterinária) propicia um cenário adequado principalmente no quesito sanitário, que possibilita geração de divisas ao Estado, ou seja, nos dá condição para que sejamos uma região exportadora dos produtos de origem animal. Isso não é importante apenas para a arrecadação do Estado, mas também para geração de emprego e desenvolvimento. Ainda no quesito sanitário, a medicina veterinária exerce um papel relevante no ponto de saúde pública, no controle de diversas zoonoses”, salienta o paulista Fabiano Benitez Vendrame, que, há 20 anos é colaborador da Idaron.

Na pessoa desses dois profissionais, a Idaron e o Governo do Estado agradecem a todos os médicos veterinários que se dedicam a prevenir e combater doenças, ajudando na pujança da pecuária e resguardando o bem-estar e a saúde da população rondoniense e do Brasil.

Idaron mantém serviços essenciais, mas com prioridade ao atendimento online e por telefone

Mesmo com o efetivo de pessoal reduzido, em razão do Decreto 25.728, de 15 de janeiro de 2021, que determina medidas temporárias de isolamento social restritivo, para conter do avanço da covid-19, em Rondônia, as unidades da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron) mantêm-se abertas, atendendo os serviços essenciais, mas com prioridade ao atendimento online e por telefone.

Para regular e orientar a atividade da Agência, a diretoria executiva da Idaron editou a Portaria nº 26, de 16 de janeiro deste ano. Dentre outros aspectos, a medida tem por objetivo a proteção dos servidores públicos e a manutenção da vigilância e das certificações sanitárias e fitossanitárias, bem como a prevenção, controle e erradicação de doenças dos animais e de pragas dos vegetais.

“Ficam suspensas todas as reuniões presenciais internas, externas e com usuários do serviço, exceto reuniões virtuais, com uso de tecnologia da informação, ou telefone, quando possíveis. Deverão ser mantidas todas as atividades e ações essenciais voltadas a garantir a segurança sanitária agropecuária e a saúde pública, devendo as mesmas serem executadas preferencialmente de forma remota, para tanto, o registro da prestação desse serviço pode ser feito através de WhatsApp ou por e-mail, visto serem plataformas que permitem essa condição, ou de forma online, através dos sistemas disponíveis”, explicou o presidente da autarquia, o médico veterinário Julio Cesar Rocha Peres.

Sanidade Animal
No que se refere a sanidade animal, as unidades da Idaron atenderão denúncias ou suspeitas de enfermidades infectocontagiosas, bem como todas as vigilâncias decorrentes. Também continuará sendo feita a emissão de documentos zoosanitários (GTA, TTRB, entre outros), recebimento de vacina, podendo ser realizada de forma remota, emissão de declaração de vacinação de rebanho, de nascimentos, cadastral e de Imposto de Renda, entre outras.

Continuam ainda os serviços de cadastramento de GTA’s de outros estados, cadastramento de pessoa física/ jurídica, de imóvel rural e de exploração pecuária, cadastro de produtor para o sistema online, cadastramento e recadastramento de lojas agropecuárias, com documentação encaminhada por e-mail. A realização da vistoria poderá ser agendada para data futura. Relatórios devem ser enviados dentro dos prazos mesmo sem o cumprimento das metas prejudicadas pela suspensão das atividades não essenciais.

Área Vegetal
No que tange a área vegetal, estão sendo realizadas as atividades de apuração de denúncias de contaminação do meio ambiente e da população, causadas por acidentes ou aplicação de agrotóxicos, acompanhamento das etapas do processo de certificação fitossanitária exigida pela legislação específica ou que a fiscalização julgar necessária, como coleta de amostras, fiscalização de perdas, descarte ou refugo de mudas em viveiro.

A Idaron também mantém os serviços de coleta fiscal de amostras (quando ocorrência de suspeita de risco fitossanitário ou de produto adulterado ou fora do padrão), atendimento de denúncias e a notificação ocorrência de pragas de importância econômica. Os relatórios devem ser enviados dentro dos prazos mesmo sem o cumprimento das metas prejudicadas pela suspensão das atividades não essenciais.
A classificação de produtos e sub produtos de origem vegetal, quando essencial para a comercialização de produtos e abastecimento da população, também está mantida, bem como a fiscalização sanitária agropecuária em postos fixos.

“O serviço essencial não pode parar, por isso, adotando as medidas necessárias, mantemos a fiscalização sanitária agropecuária rotineira para veículos utilitários e de transporte de carga de animais, produtos/subprodutos, matéria prima de origem animal e produtos biológicos de uso animal, a emissão de documentos de monitoramento e rastreamento de cargas (CIIA, Rastreamento de Cargas e CIT), a fiscalização sanitária do trânsito de produtos de origem vegetal, hospedeiros de pragas quarentenárias e regulamentadas, de importância econômica, definidas na legislação federal e estadual vigentes, e a fiscalização de agrotóxicos contrabandeados, com vazamento ou transportados sem segurança sanitária e na apuração de denúncias”, destaca Júlio Peres.